Autismo na Terceira Idade: O Desafio da Inclusão e Diagnóstico Tardio

Quando falamos sobre o autismo, imediatamente pensamos em crianças e jovens. Contudo, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que acompanha as pessoas ao longo de toda a vida. Com o Dia Mundial da Conscientização do Autismo celebrado em 2 de abril, é essencial ampliarmos nossa visão para compreender também os desafios enfrentados pelos adultos e idosos autistas.
O autismo é um transtorno neurológico que afeta áreas importantes como comunicação, comportamento, interação social e cognição. É marcado por dificuldades na comunicação social, padrões restritivos e repetitivos de comportamento, e hipersensibilidade ou hipossensibilidade sensorial. Embora os sintomas sejam frequentemente identificados na infância, muitas pessoas chegam à terceira idade sem diagnóstico, por falta de conhecimento ou por confusão com outras condições médicas.
Desafios Específicos dos Idosos Autistas
Idosos com autismo frequentemente enfrentam desafios particulares relacionados à falta de diagnóstico precoce. Até a década de 1980, pouco se sabia sobre o TEA, levando muitas pessoas a crescerem sem acompanhamento adequado. Para idosos autistas, as terapias não focam mais no desenvolvimento básico de habilidades, como ocorre com crianças, mas sim na promoção da autonomia e no fortalecimento das relações interpessoais.
É importante destacar que idosos não diagnosticados podem vivenciar isolamento social, dificuldade para interagir emocionalmente e rigidez nas rotinas diárias, gerando desconforto e frustração. Por isso, observar esses sinais é fundamental para um diagnóstico tardio que possa garantir uma qualidade de vida melhor.
Como Identificar e Apoiar
Entre os sinais que podem indicar a presença do autismo em idosos estão:
Dificuldades significativas em manter relacionamentos sociais;
Falta de reciprocidade emocional;
Problemas para iniciar ou sustentar conversas;
Comportamentos repetitivos e interesses muito restritos;
Forte resistência a mudanças na rotina.
Ao perceber esses sintomas, é importante buscar apoio de especialistas como psicólogos, psiquiatras e geriatras para avaliação adequada. Um diagnóstico preciso permite uma intervenção apropriada, incluindo terapias comportamentais e medicamentos que podem reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida.
A importância da conscientização
O Dia Mundial da Conscientização do Autismo cumpre um papel fundamental ao alertar a sociedade sobre a realidade do autismo em todas as faixas etárias. Quanto mais informados estivermos, maior será nossa capacidade de acolher e proporcionar uma vida digna e autônoma aos autistas na terceira idade.
Viver com qualidade é possível, especialmente com o suporte adequado e atenção contínua. O diagnóstico tardio, embora desafiante, pode ser o primeiro passo para uma vida mais compreendida, saudável e feliz.
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